• De carona no Japão
• A opinião de quem foi
Qual seu destino?
Viajar é sempre uma chance de ampliar a visão de mundo e, quem sabe, na volta encarar a vida de um jeito diferente, mais leve e colorido. Para este fim de ano, época em que os planos se renovam e a gente se vê cheia de energia, elaboramos um plano de viagem para você: são cinco opções de rota e maneiras de cair na estrada. Uma delas é a sua cara.
Texto • Tatiana Bonumá
Ilustrações • Nik
Se houvesse um termômetro que medisse a intensidade de vida, certamente o mostrador encostaria no pico durante as viagens de férias. A cada dia, um punhado de “primeiras experiências” trafega pelas horas, tornando a existência cheia de estréias, descobertas, emoções, pessoas e conhecimentos. O simples ato de saciar uma necessidade básica, como comer e dormir, pode significar o rompimento de um padrão e o saboroso prazer de se jogar numa aventura enriquecedora ou, às vezes, divertida, que renderá muitas risadas e conversas na volta. Seu repertório se abre para novos costumes, hábitos, cultura, amigos, experimentações, idiomas e aprendizados. E o prêmio de quem se arrisca e se desprende da própria rotina é a percepção de que os dias se encheram de vida e sua visão de mundo ampliou.
Para isso, não é preciso migrar para uma ilha desconhecida nem desbravar terras inabitáveis. Um pulinho no interior de seu estado, a menos de duas horas de casa, pode abrigar uma realidade tão diferente a ponto de lhe trazer importantes insights e pistas para viver melhor. O segredo? O fator humano. E você, na estrada, vai entender por quê.
Quando a vida pede carona
O canadense Will Ferguson ganhava a vida como professor de inglês no Japão. Um dia, ele pôs o pé na estrada e virou escritor de sucesso. O livro De Carona com Buda – O Japão de Cabo a Cabo (ed. Companhia das Letras) foi elaborado depois que ele atravessou aquele país de carona. Excentricidade? Não, apenas a vontade de mergulhar em outra cultura. No fim do livro, o autor explica: “Queria ver o Japão não como espectador, mas como participante. Queria vivenciar os japoneses como indivíduos e não como um bloco sem nome e sem rosto”.
Assim, num tom simples, ele conclui o que é uma viagem boa: uma transposição ao mundo do outro. E você, o que fará para ter uma experiência dessas? Aqui, damos dicas de cinco roteiros que proporcionam essa vivência para outra esfera da realidade, da qual você poderá extrair mais do que diversão e novas paisagens. E o melhor: dizem que, nesse tipo de trilha, a viagem começa quando ela acaba – a partir do momento em que você aplica na rotina o que descobriu na estrada.