Ligações entre ciência e religião

De onde viemos? Como nossa vida começou? Qual é a origem do mundo? Essas são algumas das perguntas elaboradas pela ciência que também têm sido feitas há anos por diversas religiões. Confira a entrevista com o físico Marcelo Gleiser e entenda mais!

Texto: Diego Rocha | Foto: Divulgação | Adaptação web: Tayla Carolina

Ciência e religião tentam responder às questões mais universais da humanidade | <i>Crédito: Divulgação
Ciência e religião tentam responder às questões mais universais da humanidade | Crédito: Divulgação


Ter a capacidade de explicar assuntos complexos como física e astronomia de uma forma simples e compreensível para todos não é algo que se aprende apenas na faculdade.

Por isso o físico brasileiro Marcelo Gleiser, de 59 anos, tornou-se um dos pesquisadores científicos mais conhecidos do país e um dos mais requisitados no mundo.

Os livros que escreveu, em especial os dois que foram premiados com o Jabuti, e as séries para a televisão, Poeira das Estrelas e Mundos Invisíveis, evidenciam a constante busca por repostas às clássicas perguntas “de onde viemos” e “como tudo começou”.

Outra característica marcante do pesquisador da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos, é mostrar que liberdade e felicidade dependem mais de escolhas do que de situações.

Veja o que mais ele nos conta nesta entrevista exclusiva para a Bons FluIdos a seguir:

O que é liberdade? 

Ser livre é poder escolher ao que se prender. Ninguém é completamente livre. Temos responsabilidades com nossa família, com nosso trabalho, com a comunidade em que vivemos, com os amigos.

Há leis... muitas regras a seguir. Porém, existe algo que vem de dentro em algumas pessoas, que é o desejo de trilhar um caminho que você escolhe, e não um que a vida escolhe por você. 

Essas pessoas, as que têm coragem de trilhar esse caminho, de seguir esse projeto de vida, são em geral
mais livres do que as outras.

Liberdade é necessária para uma pessoa ser feliz? 

Felicidade traz liberdade, e liberdade traz felicidade, é muito difícil um acontecer sem o outro. 

Se relacionarmos felicidade com a habilidade de criar momentos seus dentro da correria do dia a dia, então, para ser feliz é necessário ter a liberdade de criar esses momentos.

Por outro lado, é quando estamos livres, no sentido de estarmos traçando um caminho que nos completa como ser humano, que surgem as condições de sermos felizes. 

Escolhas são mais importantes que situações então?

O essencial é saber que mesmo quando estamos fazendo algo que parece ser o oposto de liberdade, como uma tarefa difícil no trabalho ou com um membro da família, ou até mesmo escalando uma montanha, podemos fazê-lo de forma especial.

Esse cuidado com o momento presente, com a escolha de qual caminho seguir, mesmo que seja um aparentemente mais difícil, junto do valor extra que damos a algo que estamos fazendo, seja lá o que for, traz uma realização inusitada e, com ela, a felicidade.

O truque é encontrar nas menores coisas algo de especial, mesmo que não seja óbvio. 

O quanto podemos conhecer do nosso mundo?

Podemos conhecer muito, mas não tudo. Porque muito do mundo permanece inacessível aos nossos sentidos e instrumentos. 

Há partes da realidade que permanecem além do conhecimento, e isso sempre será o caso, dado que os instrumentos de exploração têm limites, tanto físicos quanto tecnológicos.

 

Para ler a entrevista na íntegra, compre a revista Bons Fluidos - Ed. 229:



16/07/2018 - 09:43

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