A vida no eixo

Ao considerar diferentes dimensões do ser humano, não só a biológica, a medicina integrativa faz de você o protagonista do seu próprio bem-estar

Adriana Perazzelli

Adriana Perazzelli | <i>Crédito: Katia Arantes
Adriana Perazzelli | Crédito: Katia Arantes


Em busca de autoconhecimento, experimentei durante 20 anos diversas terapias que, à época, eram conhecidas como holísticas e alternativas aqui no Ocidente. Porém, nada mais eram – e são – do que ciências milenares de medicinas como as da Índia (ayurveda) e da China (MTC – medicina tradicional chinesa). No Oriente, já havia sabedoria da medicina em compreender o ser humano em sua totalidade (corpo, mente e espírito) – e não só a doença. Quando estudei naturopatia, há 12 anos, no Brasil, lembro que não existia essa faculdade; e hoje existe (ainda bem!). Terapias como acupuntura, do-in, florais, reiki, massoterapia e fitoterapia, entre outras, já são parte de uma nova abordagem ocidental chamada medicina integrativa – um novo paradigma na área da saúde, pois, além de resgatar práticas milenares e considerar a participação ativa do paciente nos tratamentos, atua em conjunto com a medicina convencional.

Quando algo não vai bem internamente, nos sentimos exauridos. Quantas vezes nos vemos sem ânimo ou até mesmo desequilibrados, angustiados? Aliás, vale lembrar também das doenças físicas que nos acometem quando não estamos bem. Nessas horas, o que fazemos? Uma batelada de consultas, exames, remédios e tratamentos. Pois bem, se você faz isso, saiba que está cuidando só da ponta do iceberg, ou seja: do sintoma. Eu costumo dizer que a doença é o fim do caminho de uma desordem interna, algo que começou
bem antes de a patologia aparecer. No fim, tratamos o sintoma, mas a desordem emocional e energética continua lá.

E é preciso refl etir. Somos nós – e ninguém mais – os grandes responsáveis por cuidar da nossa saúde, dar continuidade aos tratamentos, fazer exames periódicos e preventivos e também adotar práticas de autocuidado na rotina, tais como: para o corpo, práticas de ioga que respeitam os limites físicos; para a mente, respiração com atenção plena em local calmo e posição confortável – esse exercício nos faz perceber que a mente não para, mas que podemos nos colocar como observadores das divagações, sem julgá-las; e, para o espírito, o reiki pode ajudar. Rei significa energia cósmica universal; e Ki, energia vital. A união de ambas resulta no sistema de cura natural chamado reiki, técnica japonesa de imposição de mãos que atua no campo energético para reorganizar o sistema interno e restabelecer o equilíbrio.

Os benefícios dessas três práticas simples, quando frequentes, são diversos. Além de reorganizarem todo o ser, reduzem o estresse, ajudam na prevenção de doenças, aliviam sintomas, restabelecem o bem-estar e, sobretudo, nos fazem ter mais consciência da vida (já que passamos a olhar com mais atenção para nosso corpo e nosso interior) e participar ativamente, de fato, dos processos de cura e de cuidados com a saúde. Eu medito, pratico reiki, faço análise, encontro sempre meus amigos e realizo trabalho voluntário. E você, o que faz para ser integral?



23/02/2018 - 10:43

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Revista Bons Fluidos