Tonglen: a prática da bondade e compaixão

Na meditação budista tibetana, aprendemos a reduzir pensamentos que nos levam a reações negativas. Saiba mais!

Texto: Redação | Foto: Divulgação | Adaptação web: Tayla Carolina

Geshe Phende | <i>Crédito: Divulgação
Geshe Phende | Crédito: Divulgação


O sentido já está na palavra: tong, na língua tibetana, significa dar; e len, receber.

“Seu propósito é aprofundar a prática da bondade amorosa e da compaixão. Mais do que uma meditação, tonglen é uma maneira de transmutar a dor emocional e física em profunda conexão com os outros”, explica o filósofo do budismo tibetano Geshe Phende, que veio ao Brasil para disseminar a prática por aqui.

Para começar, segundo ele, há dois pequenos e valiosos passos:

1) nos livrarmos de atitudes discriminatórias honrando a igualdade entre todos os seres conscientes;

2) enxergar e refletir sobre as boas qualidades dos outros, para desenvolvermos em nós uma mente calma e serena. E só depois disso será vital cultivar amabilidade e compaixão.

“A bondade amorosa é a prática de desejar felicidade para todos. A compaixão é a prática de desejar que todos sejam livres de sofrimento”, afirma o mestre. Para aplicar essa meditação ao dia a dia, vale praticar a visualização e a respiração trilhando seus profundos passos:

- Busque um lugar silencioso;

- Respire até serenar a mente;

- Inspire visualizando uma fumaça escura, conectando-a com alguma dor ou problema;

- Expire e vibre felicidade espalhando luz a todos os seres;

- Repita a inspiração e expiração pelo tempo que quiser.



16/08/2018 - 12:49

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Revista Bons Fluidos