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Iniciar ou por fim a um ciclo requer paciência, foco e jogo de cintura

O começo de todo ciclo pede renovação interior. Movimento nem sempre fácil.

Flávio Gikovate – RENATO STOCKLER

Como afirma o psiquiatra e
psicoterapeuta Flávio Gikovate no
livro Mudar – Caminhos para a
Transformação Verdadeira
(ed. MG Editores), empenho e autoconhecimento são
importantes para as mutações da alma, mas não só. A razão também tem papel
primordial na reordenação do comportamento. A seguir, o especialista esclarece
esse processo.

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Por
que é tão difícil mudar mesmo quando determinados hábitos ou atitudes nos são
prejudiciais?

Porque inúmeros fatores tendem a contribuir para a inércia. O primeiro deles é
o medo de qualquer novidade, já que num terreno desconhecido sempre estamos
sujeitos a sofrimento. O segundo fator é a culpa, uma vez que as mudanças
interferem na forma como interagimos com o outro. Por exemplo: um parceiro mais
generoso se sente mal ao conseguir dizer “não” ao mais egoísta que, certamente,
irá reclamar e acusá-lo de estar sendo desatento ou individualista.

Resumindo,
é preciso muita energia positiva para sair do lugar. Há mecanismos
inconscientes envolvidos nessa famosa resistência ao novo?

Segundo a psicanálise, há certas estruturas inconscientes que seriam
verdadeiras travas. Se o indivíduo conseguir se familiarizar com todo esse
conteúdo “oculto”, teoricamente encontrará força para iniciar o processo de
mudança. Em outros casos, porém, é necessário fortalecer a razão para se chegar
à ação. Mudar é trabalhoso. Requer maturidade, disciplina, coragem, aceitação
dos fracassos.

Como
não se deixar derrotar pelos tombos?

É preciso boa tolerância a contrariedades e dócil aceitação dos reveses que
inevitavelmente permearão a trajetória na direção das mudanças que, no fim,
serão bem-sucedidas e muito compensadoras.

Mudar
– Caminhos para Transformação Verdadeira

Flávio Gikovate, MG Editores
R$ 39,90
gruposummus.com.br

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