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Trio de respeito

O signo solar, o lunar e o ascendente falam sobre nossa real essência e nos ajudam a saber o que precisa ser desenvolvido para vivermos em harmonia

Oscar Quiroga – Claus Lehmann
Nenhum astrólogo, por mais competente que seja, poderia dizer de que sexo é uma pessoa apenas lendo seu mapa astrológico. Nem esse nem qualquer outro dado ligado
à forma do indivíduo ou à realidade visível estão no escopo desse oráculo. As informações contidas na leitura astrológica são de outra dimensão de experiência. Derivam de algo em nós que está conectado à ordem cósmica. Algo que pressentimos, mas que raramente podemos comprovar, já que na maior parte do tempo nossas existências se
desenvolvem muito aquém dessa dimensão.
Contudo, essa parte incognoscível pode ser desvendada pela interpretação de alguns símbolos. A combinação dos signos em que o Sol, a Lua e o ascendente estão
localizados – e que estão vigentes desde a primeira respiração até o último suspiro – determina o tipo de momento que nossa existência é no Universo.
Como o Universo é ao mesmo tempo uma experiência visível e concreta tanto quanto outra invisível e subjetiva, uma boa leitura astrológica terá de oferecer as informações de como se dá esse casamento em cada um de nós.
A dupla de signos do Sol e da Lua servirá para conhecer de que maneira nossa consciência se relaciona com o mundo visível e concreto. Em suma, os dois juntos constroem uma parte da personalidade que não está vinculada ao gênero nem à nossa educação ou à forma como somos influenciados pelo meio ambiente.
É uma construção da personalidade que se dá pela necessidade que a consciência tem de manifestar-se no mundo objetivo e precisa de um veículo para isso. O signo ascendente, por sua vez, define a relação de tudo isso com o mundo da alma, invisível e abstrato.
O ideal é que a alma, o signo ascendente, prevaleça sobre a personalidade, a dupla de signos do Sol e da Lua. O ascendente, a alma, é o veículo de que a consciência
necessita para se relacionar com o mundo sutil, onde está a informação de quem verdadeiramente somos e para que estamos aqui. Certamente, se trabalharmos para
que esse objetivo principal guie nossos passos, maior harmonia experimentaremos com nós mesmos e com o universo.
Por isso é tão difundida a ideia de que depois dos 30 anos nós seríamos mais o signo ascendente do que o signo solar ou lunar. Essa é uma idade simbólica, provavelmente associada ao “retorno de Saturno” (tempo necessário para o grande planeta dar uma volta em torno do Sol, cumprindo um ciclo ). Mas nossa conexão com a ordem cósmica há de ser desenvolvida intencionalmente, e nem todos temos a ousadia de ir nessa direção. De todo modo, quando nos tornamos capazes de seguir nossa vocação da alma e tomamos as rédeas de nossa personalidade para que sirva de instrumento aos desígnios da alma, teremos completado um ciclo, independentemente da idade cronológica.
Sol, Lua e ascendente, a leitura da dinâmica existente entre esses três signos de um horóscopo é mais do que suficiente para compreender aquilo que nos conecta à ordem cósmica.

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