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Pesquisa de Harvard sugere que perda permanente de olfato é improvável em pacientes com a Covid-19

O estudo publicado na revista Science constatou que pacientes com o coronavírus não correm o risco de ficar sem olfato para sempre

Bons Fluidos Publicado terça 28 julho, 2020

O estudo publicado na revista Science constatou que pacientes com o coronavírus não correm o risco de ficar sem olfato para sempre
Um estudo de Harvard identificou que as células afetadas pelo coronavírus não comprometem o olfato permanentemente - Pixabay

A Science, uma das revistas de ciência mais credíveis do mundo, publicou um estudo realizado por pesquisadores de Harvard sobre os efeitos da Covid-19 no corpo e as notícias são um pouco mais tranquilizantes. 

O estudo realizado na universidade norte-americana constatou que é improvável perder o olfato permanentemente após contrair a Sars-Cov-2. Já que a dificuldade para sentir odores é um dos principais sintomas relacionados ao cérebro relatado por alguns pacientes que contraem o novo coronavírus. 

De acordo com os cientistas, o coronavírus afeta células que servem de apoio a capacidade de sentir cheiros enquanto os neurônios olfativos, responsáveis por transmitir os odores para o cérebro, não são afetados, por isso, os pacientes voltam a sentir cheiros novamente após algumas semanas depois de contrair a Covid-19. 

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"Nossas descobertas indicam que o novo coronavírus altera o sentido do olfato nos pacientes não infectando diretamente os neurônios, mas afetando a função das células de suporte", explicou o líder do estudo, Robert Datta

Embora o resultado seja animador, os cientistas explicam que ainda não se sabe como o novo coronavírus consegue afetar o olfato, por isso precisam realizar mais estudos sobre os neurônios sensoriais olfativos. Diferentemente de outros vírus, pacientes que perdem o olfato temporariamente por conta da Covid-19 não sentem cheiros mesmo se o nariz está livre ou desentupido. 

"Acho que é uma boa notícia, porque, uma vez que a infecção desaparece, os neurônios olfativos parecem não precisar ser substituídos ou reconstruídos do zero", completou Datta.
 

Último acesso: 10 Aug 2020 - 02:35:33 (1043151).