Árvores destruídas pelo fogo em 2020 no pantanal voltam a frutificar e mudam a paisagem
Biólogos ficaram otimistas depois que parte do pantanal começou a dar frutos, no entanto, ainda não se sabe os impactos das queimadas a longo prazo

Biólogos ficaram otimistas depois que parte do pantanal começou a dar frutos, no entanto, ainda não se sabe os impactos das queimadas a longo prazo
Aos poucos, o Pantanal se recupera de um dos anos mais catastróficos para o bioma brasileiro após queimadas terem destruído a vegetação em 2020 e centenas de animais perderem a vida para o fogo e a falta de alimento.
O ano de 2021 começou com uma uma imagem deslumbrante da paisagem no Mato Grosso. Após ter 93% de área queimada no ano passado, a Reserva Particular do Patrimônio Natural do país (RPPN), Sesc Pantanal, deixou biólogos otimistas depois de apresentar uma paisagem verde novamente, onde era apenas cinza e sem vida.
Para completar ainda mais a paisagem, algumas árvores típicas deste bioma e responsáveis por alimentar centenas de espécies de animais deram seus primeiros frutos após as queimadas. Segundo pesquisadores, acuri, canjiqueira, jatobá, bocaiuva, jenipapo, figueira e marmelada frutificaram nas últimas semanas.
Embora as notícias pareçam animadoras para segundo a pesquisadora do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS), Gabriela Schuck, o surgimento de frutos na região não indica que o pantanal tenha se recuperado das destruições e ainda não é possível dimensionar os impactos das queimadas a longo prazo.
+ VEJA TAMBÉM: Paz e prosperidade! Veja 4 motivos para você cultivar ao menos um bonsai em sua casa
Veja as imagens de antes e depois:
Árvores que servem de alimentos para animais do Pantanal mato-grossense começaram a dar frutos na maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do país (RPPN), Sesc Pantanal, após 93% da área ser queimada pelo fogo em 2020. #pantanal pic.twitter.com/UX5nlvs8J6
— Geografia Geral (@GeralGeografia) January 31, 2021