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Até hoje, menos de 5% das complicações sanguíneas causadas pela Covid-19 são conhecidas por especialistas

“A comunidade global está estudando uma doença em que a inflamação é algo muito presente, ou seja, tem participação das células do sangue”, afirma especialista

REDAÇÃO BONS FLUIDOS Publicado quinta 31 dezembro, 2020

“A comunidade global está estudando uma doença em que a inflamação é algo muito presente, ou seja, tem participação das células do sangue”, afirma especialista
Até hoje, menos de 5% das complicações sanguíneas causadas pela Covid-19 são conhecidas por especialistas - Imagem de Belova59 por Pixabay

Os mais renomados especialistas em doenças do sangue de todo o mundo se preparam para repassar o que há de mais atualizado em relação aos conhecimentos das complicações no sangue causadas pela Covid-19. Isso porque, segundo a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), até o presente momento, menos de 5% das complicações sanguíneas, entre elas alterações importantes na coagulação, causadas pela Covid-19 são conhecidas pela ciência.

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“A comunidade global está estudando uma doença em que a inflamação é algo muito presente, ou seja, tem participação das células do sangue”, explica o Dr. Eduardo Rego, hematologista e diretor da ABHH ao exaltar a importância de ter o estado da arte da Hematologia/Hemoterapia reunido em um mesmo espaço para debates que certamente mudarão os rumos do trato das consequências da doença.

Diante de uma cruzada incessante entre ensaios e pesquisas científicas, já é sabido que pessoas com Covid-19 grave têm altos níveis de dímeros D no sangue, podendo indicar que pequenos coágulos estão se acumulando em toda a corrente sanguínea. “Esse acúmulo é capaz de bloquear pequenos vasos sanguíneos nos pulmões e outros órgãos, podendo contribuir para baixos níveis de oxigênio no sangue e talvez explicar outros sintomas graves da doença”, explica o hematologista.

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Observando os casos clínicos de COVID-19, percebe-se que vítimas do vírus têm uma tendência a uma hipercoagulabilidade, que pode ser prevenida com o uso de anticoagulantes, via subcutânea ou oralmente. "Ainda estamos em estágio inicial, conseguimos entender o quadro clínico, como evolui, mas a fisiopatogênese completa ainda é embrionária. É muito desafiador, pois muitos conceitos precisaram ser revistos", pontua o Dr. Eduardo Rego.

De acordo com o profissional, até a chegada da vacina, outras alterações complexas no sistema sanguíneo ainda aparecerão, criando mais debates e pesquisas sobre o tratamento do vírus mais temido de 2020.

Último acesso: 16 Apr 2021 - 11:10:25 (1044093).