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Fones de ouvido podem gerar prejuízos que vão além da audição

Entenda por que usar o objeto com frequência afeta a capacidade auditiva e a saúde mental

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Saiba como fones de ouvido podem prejudicar além da audição – Pexels / Andrea Piacquadio

É muito comum avistar diversas pessoas usando fones de ouvido na rua. Seja no metrô, no ônibus ou em um parque, elas costumam contar com a música para deixar a rotina mais leve. Apesar de todos os benefícios, se deve ter cuidado com a forma que os usa, especialmente quando trata-se de crianças e adolescentes. E não pense que os fones de ouvido prejudicam apenas a audição, pois pode ir muito além. Confira:

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Pesquisas

1,5 bilhão de pessoas no mundo já perderam algum grau da audição, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, os pesquisadores passaram a ficar curiosos e, por isso, realizarem estudos para saber a causa, e uma boa parte dela aponta para o uso de fones de ouvido. Isso porque o tempo e o uso costumam ser exagerados resultando no risco da perda de audição precoce.

1 em cada 7 crianças apresenta perda auditiva de acordo com um ensaio feito em Rotterdam, na Holanda. E, recentemente, a Unifesp também foi investigar o assunto. Os especialistas entrevistaram 249 estudantes de uma escola pública de São Paulo – entre 10 e 17 anos – e descobriram que as meninas utilizam fones de ouvido por mais tempo, enquanto os meninos aumentam o volume no nível mais alto.

Fones de ouvido afetam além da audição

Os prejuízos não param na audição e ainda afetam a saúde mental. A revista científica ‘The Lancet’ aponta que as perdas auditivas podem estar ligadas com quadros de demência. A fonoaudióloga Marcia Mota Ferreira, em entrevista ao ‘Estadão’, também alertou para o isolamento, que, em casos de depressão, sai do plano mental e vai para o físico: “Por isso, quando um jovem coloca um fone  música ou para jogar o seu jogo, ele pode estar se isolando do mundo externo e dos conflitos que ele apresenta”.

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