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Maomé, o fundador do islamismo

O discurso monoteísta do Mensageiro de Alá provocou inquietação nas classes dominantes, que o viram como uma ameaça à paz

Foi o anjo que transmitiu ao profeta a palavra divina, por meio dos versos que deram origem ao Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos – iStock

Líder muçulmano, fundador da religião islâmica, chamado de Profeta de Deus, nasceu em Meca, na Arábia Saudita, por volta do ano 570. Maomé (em árabe, Muhammad ou Muhammed, que quer dizer “o Louvado”) ficou órfão ainda criança. Era casado com Khadija, uma rica viúva, mais velha, que o havia empregado como condutor de caravanas pelo deserto. Aos 40 anos, enquanto orava em uma caverna do monte Hira, apareceu-lhe o arcanjo Gabriel, que disse: “Ó Maomé, tu és o enviado de Deus”. Foi o anjo que transmitiu ao profeta a palavra divina, por meio dos versos que deram origem ao Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos.
  A partir de 613, Maomé pregou a existência de um Deus único e todo-poderoso, Alá, e se manifestou abertamente contra a idolatria e a desigualdade social. Ao se popularizar entre o povo, o discurso monoteísta do Mensageiro de Alá provocou inquietação nas classes dominantes, que o viram como uma ameaça à paz. Assim, em 619, com a morte da esposa e de seu tio e protetor, Abu Talib, o profeta e seus seguidores começaram a ser perseguidos. A hégira, sua fuga de Meca para Medina (onde fundaram a primeira comunidade muçulmana), no dia 16 de julho de 622, é considerada o momento crucial para o desenvolvimento da religião islâmica. A data assinala o início do calendário muçulmano. Para os seguidores dessa religião, “não há outro deus senão Alá, e Maomé é o seu profeta”. Venerado por cerca de 800 milhões de fiéis – concentrados no Oriente Médio, na África do Norte e em outras regiões da Ásia –, Maomé continuou recebendo visões divinas até a morte, no ano 632.

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PARA SABER MAIS

LIVROS

Maomé, de Karen Armstrong
O Profeta Maomé, uma Biografia, de Barnaby Rogerson
Islamismo, de Claudio Jacono
Islã, Coleção Para Saber Mais – Superinteressante, de Rodrigo Cavalcante 

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