Mandalas terapêuticas: um recurso para o autoconhecimento e a promoção da saúde mental

Técnica tem sido importante ferramenta no contexto terapêutico e suporte para estabelecer o equilíbrio emocional

Bons Fluidos Publicado segunda 17 maio, 2021

Técnica tem sido importante ferramenta no contexto terapêutico e suporte para estabelecer o equilíbrio emocional
Entenda como as mandalas auxiliam na saúde mental e espiritual - Pexels

As mandalas terapêuticas são desenhos livres, criados dentro de um círculo com diferentes formas, cores e símbolos, e trazem uma contribuição importante no processo de autoconhecimento e equilíbrio emocional, promovendo a saúde mental. 

A origem da mandala, palavra que significa "círculo" em sânscrito, tem relação com as culturas hinduístas e budistas. No entanto, foi a partir da utilização da técnica para fins terapêuticos pelo psiquiatra suíço Carl G. Jung, fundador da psicologia analítica, que o recurso se popularizou no Ocidente.

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De acordo com a arteterapeuta Myrian Romero, coordenadora do Centro Internacional de Mandala, Arte e Simbolismo (Ceimas), as mandalas terapêuticas vão muito além de desenhos para colorir e relaxar: “Muitas pessoas confundem o recurso com uma atividade meramente recreativa ou artesanal.  As mandalas usadas no contexto terapêutico, no entanto, funcionam como uma bússola revelando quais aspectos do inconsciente estão disponíveis para serem compreendidos e integrados no processo de autoconhecimento”.

Ela acrescenta ainda que a linguagem não verbal usada para criar as mandalas terapêuticas facilita a manifestação de sentimentos e emoções que, muitas vezes, o indivíduo não consegue expressar em palavras. “Por meio de imagens desenhadas sem caráter estético e de forma espontânea, a pessoa relaxa suas defesas e pode expressar aquilo que parece ameaçador ou está muito reprimido”, destaca

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Myrian explica ainda que o fato de poder liberar as emoções em cor e forma favorece uma enorme descarga de tensão, promovendo a saúde mental. “Na mandala, a pessoa sai do discurso condicionado e controlado para revelar sentimentos de forma mais autêntica, facilitando muito o autoconhecimento e o equilíbrio emocional”, explica a arteterapeuta. 


Myrian Romero é arteterapeuta e pós-graduada em Gestão Emocional nas Organizações pelo Hospital Israelita Albert Einstein e em Psicologia Transpessoal pela Associação Luso-Brasileira de Transpessoal (Alubrat). Certificada MARI® (Mandala Assessment Research Instrument) e Creating Mandala Program, ministrado em Atlanta, nos Estados Unidos, por Suzanne Fincher, autora de vários livros sobre o tema. Atualmente, é coordenadora do Centro Internacional de Mandala, Arte e Simbolismo (Ceimas) e professora em programas de Pós-Graduação.

Último acesso: 05 Dec 2021 - 14:12:25 (1044965).