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Venenos e antídotos

Por ter um conhecimento profundo da natureza humana, o signo do mês favorece quem busca se livrar de pensamentos corrosivos

Oscar Quiroga – Reprodução/ CARAS

Nesta época do ano, em que predomina a força de Escorpião, nossa alma tem de lidar com pensamentos que há tempos vêm nos corroendo e cujos efeitos colaterais se expressam, especialmente, no convívio com outras pessoas. 

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Nossos desejos frustrados, a grana que falta, o temor de que tudo pode piorar, o ódio contido, o orgulho com que sustentamos nossas opiniões, o apego à ideia de que uns sejam melhores do que outros e, por fim, certo toque de crueldade ao pensarmos nos castigos que aplicaríamos a certas pessoas são venenos que circulam à solta e dos quais ninguém está à salvo – a não ser que cultive os devidos antídotos. Venenos e antídotos, pois, são da mesma natureza, só se diferenciam na dose.

A dose que faz o veneno é justamente a crença que essas condições são exclusivamente nossas e que, por isso, devemos ocultá-las. Erro letal, já que o veneno que vai sendo liberado aos poucos nos corrói e aniquila.
Para transformar o mal -estar em antídoto temos de lançar uma luz bem forte sobre cada uma dessas condições. Admiti-las e aceitá-las para, assim, começar o processo de autoimunização. 
Tratar os desejos frustrados com mais leveza, entender o desconforto com bom senso – ciente de que até na maior dureza haverá momentos de beleza, pois a ordem do Universo espreita a todo instante – são algumas medidas eficazes. E o dinheiro? Esse é o Deus contemporâneo ao qual toda a nossa humanidade se rende, não? Mas, se essa afirmação ofendeu você, bom sinal. Sua alma está pronta a ser maior do que uma carteira vazia que não tem poder de compra. O temor de que as coisas piorem é diretamente proporcional à esperança de que dias melhores virão; mude o ponto de vista, portanto, e a esperança surgirá. 
O ódio está intimamente associado a outros dois venenos, o de nos convencermos de que somos diferentes e superiores aos outros e o de permitir que pensamentos cruéis se aninhem em nosso coração. A melhor vacina é a generosidade. 
E por último, o orgulho, o convencimento de que o que somos deve ser alçado ao topo. Pois bem, o antídoto, pelo menos em parte, é a humildade. Porém, até mais importante do que essa virtude é a noção de que por trás do orgulho há algo nobre, uma certeza inefável de sermos integrados a algo magnífico e sermos capazes de identificar em nós essa magnificência. Então, em vez de forçar uma humildade falsa, melhor será encontrar o verdadeiro fi o da meada que alimenta essa sensação de grandeza, a conexão real e verdadeira, uma espiritualidade com menos dogmas e mais reconhecimento do que é Divino em nós.
A transformação de veneno em antídoto requer reflexão e reposicionamento. Precisa de nossa boa vontade colocada em prática agora, daqui a pouco, amanhã. E o treino é constante. Porém, o resultado se prova maravilhoso: de atormentados por esses venenos passamos a seres vibrantes por nos descobrirmos maiores do que aquilo que nos tortura