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Qual é a nossa missão?

Nesse mês, o céu oferece um bom momento para refletirmos sobre os papéis que exercemos, pois esses definem nosso destino também

Oscar Quiroga, astrólogo – CARAS Digital
Todos os signos são portais para alguma potencialidade. O de Virgem abre canal para a criatividade. É o Universo nos prestando serviço, e nós, em sinal de agradecimento e veneração, podemos seguir a missão para a qual fomos destinados. Sabemos, por exemplo, que há uma função reprodutiva esperada pela natureza: corpos femininos gestam novas existências, corpos masculinos produzem a metade da semente das novas crianças que nascerão. Mas, simultaneamente a essas funções naturais, também somos seres civilizados, integrados a uma rede complexa de relacionamentos sociais e culturais, e, nessa rede, desempenhamos papel de pai, fi lho, irmão, amigo, empregado, cidadão. A questão é que nem sempre cumprir essas tarefas nos faz sentir plenos. É legítimo querer mais e buscar aquela vaga que, pressentimos, está à nossa espera.
A astrologia pode nos ajudar a descobrir esse ajuste fino. Sutilmente, os astros nos brindam com dados que nos permitem reconhecer as potencialidades que precisamos explorar para entrar em sintonia com o Universo – sim, explorar, porque elas não vão acontecer por si sós. Saber que você é de tal ou qual signo, que tem tais talentos e dificuldades, que se daria melhor fazendo isso em vez daquilo, pode ser de grande valia. Porém, ninguém pode obrigar você a ser quem você é: é possível ter um carro potente na garagem e nunca o utilizar, não é? Por isso, se fala que os astros inclinam, mas não obrigam.
 A conexão cósmica tem de ser explorada como fruto de nossas escolhas e atrevimento – imaginar que ainda não cumprimos nosso papel, que ainda não revelamos ao mundo nossa verdadeira utilidade, pode ser resultado dessa falta de sintonia. E aqui vale um esclarecimento: esse papel que nos conecta ao Universo nem sempre se ajusta às funções esperadas pela civilização. Constituir uma família ou tocar projetos de grande alcance financeiro, por exemplo, por mais que sejam funções úteis à sociedade, perdem completamente o sentido se não forem referendados por uma “liga” cósmica. Em alguns casos, depois de muito trabalho interior e exterior, com boas leituras astrológicas e processos terapêuticos, concluímos que mais vale sermos alegremente um ponto fora da curva do que encaixados em molduras que nos constrangem e oprimem. 
A vida humana é uma experiência complexa para, no fim, chegar a uma resposta prática: a de tentarmos ser úteis, mas dentro daquilo para o que temos mais talento. Lembro de uma mulher que se consultou comigo durante anos e que insistia que o casamento era a sua prioridade existencial, sem a qual nada faria sentido. Eu insistia que não era isso que o horóscopo dela indicava. Depois de muitos anos e frustração acumulada (por não encontrar no casamento seu melhor campo de atuação), ela mesma descobriu sua veia de destino. Isso não significou que ela não devesse permanecer casada, mas que devia parar de exigir do casamento algo que ele nunca poderia lhe oferecer. E essa libertação a fez se sentir melhor e, como consequência, melhorou as relações sob sua influência.

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