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Estudantes cearenses desenvolvem sensor de movimentos para cegos a partir de capacete de construção civil

O protótipo foi feito por alunos da cidade de Pindoretama, localizada no interior do estado nordestino

REDAÇÃO BONS FLUIDOS Publicado sexta 16 outubro, 2020

O protótipo foi feito por alunos da cidade de Pindoretama, localizada no interior do estado nordestino
Estudantes cearenses desenvolvem sensor de movimentos para cegos a partir de capacete de construção civil - Reprodução / Hypeness

Juntos, os jovens têm a força! Os estudantes da Escola Júlia Alenquer Fontenele, localizada no interior do estado do Ceará, mais especificamente na cidade de Pindoretama, que conta com cerca de 20 mil habitantes, são prova disso!

Os alunos foram os responsáveis por criar, a partir de um capacete de construção civil, ou capacete de segurança, um sensor de movimentos para auxiliar e facilitar a locomoção dos deficientes visuais.

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O equipamento que ainda está em ajustes foi desenvolvido a partir de materiais simples e acessíveis, como o Papel Panamá, suficientemente grosso e resistente para a estrutura do projeto, além de placas de E.V.A, sensor de infravermelho, bateria de 9 volts e, por fim, um cabo de alimentação de energia.

Mas, como este capacete funciona? Simples! O sensor do que ficou conhecido como TAAPDV, ou Tecnologia Assistiva Acessível para Pessoas com Deficiência Visual, que está ligado ao equipamento de proteção detecta movimentos a dois metros de distância. O objeto por ser comparado ao sensor dos carros mais modernos, os mesmos que apitam na traseira e dianteira do automóvel quando ele se aproxima de algo concreto. Neste caso, em dez de um apito, o deficiente visual será alertado a partir de uma vibração sentida no braço.

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Igor Costa Cajaty, professor de química do ensino médio e responsável pelo projeto declarou para o portal Catraca Livre: “O capacete não terá só sensores na parte frontal, mas nas laterais, podendo detectar a presença de qualquer pessoa, animal ou objeto com tempo suficiente para que a pessoa possa ter uma reação rápida e conseguir parar [...] Nossa proposta é fazer a pessoa com deficiência visual se locomover com mais facilidade utilizando um material de baixo custo”.

Vale lembrar que a TAAPDV é um dos finalistas do Prêmio Respostas para o Amanhã, que incentiva os profissionais e alunos da rede pública do país a desenvolverem projetos que solucionem problemas da sociedade a partir das ciências biológicas, químicas e exatas.

Último acesso: 25 Oct 2020 - 22:52:11 (1043630).