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Bebê prematuro: que cuidados são necessários neste período?

Não só o bebê sofre quando vem prematuro ao mundo, os pais passam por noites de preocupação, ansiedade e medos e precisam de apoio; leia mais

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Pais de bebês prematuros também precisam de cuidados para passar pelo processo – Getty Images / Ratchat

Quando uma mulher engravida, passa a torcer para que os 9 meses voem pois, assim finalmente poderá conhecer o rostinho de seu bebê. A todo momento, toma cuidados para o filho ter a saúde necessária durante o período que estiver no ventre. Porém, vem um bebê prematuro. O que fazer neste momento? A neuropsicóloga Leninha Wagner tira algumas dúvidas e dá alguns conselhos:

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O bebê prematuro

Segundo a Organização Mundial de Saúde, há diferentes níveis de prematuridade, que vão desde as 28 semanas – extremamente prematuro – até as 37 semanas, considerado prematuro moderado a tardio. Porém, em todos os casos, é como se a criança tivesse nascido em uma roupa muito maior que seu tamanho, sendo muito delicada e frágil. “A pele franzida em pequenas e delicadas dobras e pregas, dando ao rosto uma aparência de idoso. Uma fina lanugem recobre o rosto vermelho e pequeno. De olhos fechados, muito quieto, por vezes, agita os braços e pernas, em movimentos não coordenados”, descreve.

Neste período da vida, a respiração é irregular, superficial e muito rápida, e o choro não fica forte nem quando bate a fome. Na hora de alimentá-lo, muitas vezes ele acaba vomitando, pois os reflexos de sucção e deglutição mal se manifestam, fazendo com que a sonda seja necessária. A fragilidade é tanta que as infecções tornam-se os maiores perigos. “Esse é um risco que todos os recém nascidos correm, mas é muito mais sério para o prematuro cujas defesas são muito menos efetivas. Por isso é preciso todo cuidado para evitar expô-lo à contágio com outras crianças que podem ser portadoras de um simples resfriado, ou ainda contato muito íntimo com adultos, da mesma forma representa risco”, conta.

Os pais

Muitas vezes, a criança não pode ser levada para o seu aconchego da casa dos pais. Esses, por sua vez, têm de adiar o sonho no tão sonhado e preparado quartinho e deixar o bebê no CTI do hospital. E, de acordo com a dra. Leninha, esse é o momento que a frustração começa. “Os pais são invadidos pela incerteza de seu filho não conseguir atravessar o período crítico da internação e poder receber um carinho, um colo, poder ser amamentado por quem lhe gerou a vida”, relata.

A saúde emocional da família fica abalada, pois a rotina fica desgastante; as noites de sono mais curtas, por causa do medo, da ansiedade e, muitas vezes, até ocorre o surgimento de uma depressão. Nesses momentos, é necessário que os hospitais sejam humanizados para que os pais sejam tratados como presença fundamental e não visitas. “O ‘Cuidado Canguru’ tem sua eficácia comprovada. O toque regular com a mãe traz uma melhora significativa para o bebê, e para ela, que pode ter seu filho em contato direto com seu corpo. Neutralizando os efeitos negativos da prematuridade, sob os estímulos estressores do ambiente hospitalar”, explica.

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O cuidado

Mesmo depois que o bebê vai para casa, as precauções não param, se estendendo ao longo de anos. Com isso, a saúde mental dos pais também é afetada. Sendo assim, há algumas leis que os protegem como a Separação Zero (pai e mãe não são visitas no hospital), a Licença e Salário Maternidade (até 180 dias), a Licença Amamentação (6 meses) e a Licença Paternidade (5 a 20 dias).

Além de locais que oferecem apoio como o Grupo VIVER e SORRIR e a ONG Prematuridade. Em locais como esses, os pais de bebês prematuros encontrarão grupos de ajuda, assistência jurídica através de Leis que garantem seus direitos e pessoas que passaram pela mesma vivência, além de profissionais que contribuirão para com esta etapa da vida.

“Todas as dores humanas advém do enfrentamento de emoções de contornos e volumes desafiadores, porém todo progresso e evolução humana dentro do ciclo vital, se originam do mesmo enfrentamento dessas fases, desde que tenhamos a disposição o amparo e a compreensão. Você mãe e pai, de recém-nascido prematuro, que precisa de ajuda psicológica, emocional, bem como do amparo da Lei para assegurar seus direitos, busque por maiores informações e encontre o conforto de se sentir com tanto direito de proteção quanto o seu bebê prematuro, finaliza.

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