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“Vocação divina”; Leticia Cazarré reflete sobre maternidade

Letícia Cazarré, esposa do ator Juliano Cazarré, completou 1 mês ao lado da filha, Maria Guilhermina, na UTI, e fez uma reflexão emocionante nas redes sociais

"Vocação divina"; Leticia Cazarré reflete sobre maternidade
“Vocação divina”; Leticia Cazarré reflete sobre maternidade – Reprodução/Instagram

“Hoje, mais do que nunca, posso dizer com São Paulo: o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Foi assim que Leticia Cazarré terminou a reflexão emocionante que fez na manhã dessa sexta-feira, 22 de julho. A esposa de Juliano Cazarré resolveu fazer um texto ao completar 1 mês na UTI com a filha recém-nascida, Maria Guilhermina. A pequena nasceu com uma cardiopatia rara, a Anomalia de Ebstein, passou por cirurgia e continua internada em um hospital em São Paulo.

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Leticia Cazarré faz reflexão

“Um mês no hospital. Um mês! A maior parte dele, dentro de uma UTI neonatal. Nunca imaginei passar por isso. E, contudo, aqui estou. Ou melhor, estamos. Maria Guilhermina tem sido minha companhia, meu norte, meu maior exemplo. Foi ela, e não eu, quem ficou com a pior parte desta jornada”, começou escrevendo. No texto, ela reafirmou como foram difíceis os primeiros dias: desde o nascimento até a cirurgia.

“Uma pequena recém-chegada à vida e imediatamente levada dos braços dos pais para o centro cirúrgico. Teve o peitinho aberto e o coração, consertado. Ao invés de voltar para mim, teve como colo um berço mecânico, cheio de fios, apitos e canos ligados direto em seu frágil corpinho. Quando a vimos pela segunda vez, sua aparência já era bem diferente. Inchada, sedada, lutando pela vida. O que pode uma mãe fazer ao ver sua filha assim, a não ser ajoelhar-se e rezar? Pedir a Deus que a proteja, que a cure e que diminua o seu sofrimento. E, então, ficar de pé ao seu lado, que é o que ela merece”, continuou.

Depois, Leticia Cazarré falou sobre maternidade no geral. Mãe de mais 4 filhos, ela falou sobre ficar distante de todos eles para acompanhar Maria Guilhermina na UTI. Segundo ela, nunca poderia imaginar ter que ficar distante dos pequenos, mas a vida a convidou a enfrentar essa dificuldade por um propósito maior: o amor. Ela finalizou a reflexão falando que a maternidade é uma vocação divina.

“Tudo vai ganhando um sentido maior. O chamado à maternidade é radical, vocação divina na terra, e por isso mesmo, não pode ser atendido pela metade. É preciso entregar-se de corpo e alma. Estar disposta a amar e a sofrer na mesma medida, porque não existe amor sem sacrifício. Hoje, mais do que nunca, posso dizer com São Paulo: o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

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