Vacina desenvolvida em Oxford é segura e indica resposta imune contra o coronavírus, segundo pesquisadores

Os resultados se referem às duas primeiras fases de testes da imunização; confira

REDAÇÃO BONS FLUIDOS Publicado segunda 20 julho, 2020

Os resultados se referem às duas primeiras fases de testes da imunização; confira
Vacina desenvolvida em Oxford é segura e indica resposta imune contra o coronavírus, segundo pesquisadores - Pixabay

Nesta segunda-feira, 20, cientistas e pesquisadores de Oxford anunciaram que, de acordo com resultados primários, a vacina desenvolvida e testada pela Universidade britânica é segura, além de ter indicado uma resposta imune positiva no corpo dos voluntários.

Os resultados se referem às duas primeiras fases de testes da imunização. A terceira fase está ocorrendo simultaneamente no Reino Unido, África do Sul e Brasil. Serão 5 mil testagens em território nacional, sendo 2 mil em São Paulo, 2 mil na Bahia e mil no Rio de Janeiro. O efeito deve ser reforçado após uma segunda dose da vacina. Esta fase final irá determinar se há eficácia num grande número de pessoas.

De acordo com os especialistas da Universidade, a vacina de Oxford é a mais adiantada das que estão em pesquisa, como a chinesa, por exemplo. Porém, o resultado não permite ainda concluir se de fato uma pessoa exposta ao coronavírus fique imune à doença com a vacina. O resultado esperado é que a substância possa induzir o corpo a reagir contra a Covid-19.

Algumas reações causadas pela vacina também foram divulgadas. Braço machucado, inchaço ao redor da injeção, febre e dores musculares são algumas delas, efeitos já esperados para vacinas virais, como a do coronavírus.

Conduzidas simultaneamente no Reino Unido, as fases 1 e 2 dos testes contaram com 1.077 voluntários. Os testes mostraram que a substância foi capaz de indicar a resposta imune tanto por anticorpos como por células T até 56 dias depois da aplicação da dose. "Exatamente o tipo de resposta imune que esperávamos [...] Precisamos de uma amostra maior para determinar completamente a segurança", explicou Andrew Pollard, professor de pediatria na Universidade de Oxford.

Último acesso: 29 Sep 2020 - 22:45:55 (1043101).