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Suplementação para grávidas e bebês

Em dias tristes, dias que devastaram vidas de milhares de gaúchos, pensei em escrever um texto que fala de vida, um texto de ajuda as mamães e aos bebês que estão por vir

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Entenda mais sobre suplementação para grávidas e bebês – Canva Pro / dashapetrenkophotos

Em dias tristes, dias que devastaram vidas de milhares de gaúchos, pensei em escrever um texto que fala de vida, um texto de ajuda as mamães e aos bebês que estão por vir!

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Vamos falar sobre nutrientes essenciais durante a gestação?

Ser mãe é um dos papéis mais complexos e desafiadores que uma mulher pode ter em sua vida e é natural que maior parte da atenção esteja voltada para o bebê que está em desenvolvimento e que precisará de toda atenção e cuidado após o nascimento. A maternidade é uma jornada incrível, durante a qual a mulher enfrenta uma série de mudanças no seu corpo, nas suas emoções e na sua rotina, por isso nessa fase da vida a nutrição equilibrada é mais do que importante.

Quando falamos em saúde gestacional não é apenas sobre formação e desenvolvimento do bebê, mas também sobre a saúde da mãe, além de desempenhar suas funções vitais ela precisa lidar com muitas mudanças que ocorrem nessa fase. Além dos benefícios para o bebê, a suplementação desempenha um papel importante para a mãe em todas as fases da maternidade, auxiliando nas demandas nutricionais e no seu bem-estar.

Nutrientes essenciais durante a gestação

Durante gestação, o organismo materno passa por um processo de adaptação e por várias mudanças fisiológicas e o objetivo é sustentar o crescimento e desenvolvimento do bebê. Uma das maiores mudanças é o aumento do volume sanguíneo, que requer um aporte nutricional especial para garantir a produção adequada de glóbulos vermelhos, por isso se fala tanto em suplementação de ferro e ácido fólico.

Por apresentar funções estruturais e biológicas no corpo humano, o ferro é um nutriente importante no desenvolvimento cerebral e muscular antes mesmo do nascimento do bebê. É ainda na barriga da mãe que o bebê absorve o nutriente para sua formação. Enquanto ele cresce, o corpo da mãe trabalha em dobro, fazendo com que o volume sanguíneo das grávidas aumente consideravelmente para levar ao bebê todos os nutrientes que ele necessita, além de manter o próprio organismo em plena atividade. Por isso, a necessidade de ferro na gravidez é maior, e nesta condição, é comum apresentar carência do nutriente. Logo a suplementação com ferro, auxilia na produção de eritrócitos maternos, no crescimento da placenta e na eritropoiese fetal. Ainda, reduz o risco de algumas condições associadas à deficiência desse nutriente durante a gravidez, tais como pré-eclâmpsia, nascimento prematuro e/ou com baixo peso.

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Já o ácido fólico é uma vitamina do complexo B, também conhecida como folato ou metilfolato. Esse é um elemento essencial para todas as pessoas, pois participa do processo de multiplicação celular, mas não é produzido pelo corpo e precisa ser adquirido nos alimentos ou mesmo na forma de suplementos.

Na gestação, o ácido fólico tem um papel extremamente importante, pois previne malformações fetais e pode reduzir em até 93% a incidência de defeitos do tubo neural como a anencefalia, lábio leporino, fenda palatina e malformações cardíacas. Por isso, o suplemento precisa, necessariamente, ser usado por toda mulher grávida ou que está tentando engravidar.

A expansão do útero, a formação da placenta e o preparo das glândulas mamárias para a lactação, são outros processos intensivos e que exigem uma grande quantidade de nutrientes. Conforme o bebê cresce e o corpo da mãe passa por transformações, ocorre um aumento do metabolismo basal e das necessidades nutricionais.

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Após o nascimento as necessidades nutricionais da mãe continuam elevadas, especialmente durante a amamentação. A produção de leite materno requer uma quantidade significativa de energia e nutrientes. Assim, o suprimento adequado de cálcio nesse período é essencial para a saúde da mãe e do bebê, pois garante a reposição das reservas ósseas de cálcio da mãe, evitando a perda de massa óssea e o suprimento adequado de cálcio no leite materno que contribui para o crescimento dos ossos e dentes do bebê.

No pós-parto, o organismo da mãe demanda também de reforços nutricionais para que ela se recupere do parto, seja natural ou cesárea, e possa ter uma boa cicatrização dos tecidos, o retorno dos órgãos à posição inicial e a recuperação da composição corporal.

O magnésio é outro suplemento muito indicado na gravidez, pois esse mineral também participa de diversas funções no desenvolvimento do bebê, o que aumenta o risco de deficiência de magnésio na mãe. Ele ajuda a promover o relaxamento muscular, aliviar cãibras musculares, prevenir a pressão alta na gravidez, pré-eclâmpsia ou parto prematuro, evita contrações uterinas; combate a azia, melhora a sensibilidade à insulina e ainda evita a diabetes gestacional.

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Probióticos na gestação

Os probióticos promovem o equilíbrio do intestino e são essenciais ao organismo humano, especialmente no caso das gestantes. Isso porque consumi-los durante a gravidez reduz as chances de desenvolver diabetes gestacional e obesidade, melhorando, principalmente, a absorção de nutrientes presentes nos carboidratos – o que ocorre de forma mais lenta nas gestantes. Soma-se a isso a diminuição do risco de pré-eclâmpsia, constipação e dificuldade de eliminar o excesso de peso após o parto.

Para o bebê, por sua vez, os benefícios de um intestino materno saudável estão relacionados a menores chances de rinite, otites e alergias na infância. As mulheres que querem engravidar também são beneficiadas com o consumo de probióticos, garantindo, assim, melhorias em sua flora intestinal. O ideal é iniciar uma gestação com o sistema imunológico reforçado, já que há um risco maior de contrair infecções nessa fase.

A eficácia do consumo de probióticos pelas gestantes é repassada ao feto através do parto natural, em que o bebê ingere, inevitavelmente, as bactérias saudáveis presentes na flora vaginal da sua mãe. Elas irão se instalar no intestino do bebê e, dessa forma, propiciar o crescimento de uma flora intestinal protetora.

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Para iniciar um tratamento probiótico procure um profissional da saúde para que ajuste as dosagens e os tipos de probióticos as suas necessidades, não compre probióticos prontos e se auto suplemente, isso pode prejudicar sua saúde e a do bebê.

Suplementação para o desajuste de sono e emocional

Nessa nova rotina que inclui privação de sono e horários desregulados, o cansaço é certeiro. Assim, a exaustão e a falta de tempo para si mesmo podem deixar as mães física e emocionalmente vulneráveis, além de comprometer a sua saúde. Nesse sentindo, a suplementação de vitaminas nessa fase é muito importante para fornecer energia e aumentar a disposição das mães.

As vitaminas do complexo B – como tiamina (B1), riboflavina (B2), piridoxal-5-fosfato (B6) e a cianocobalamina (B12) – são fundamentais para diversas funções no organismo. Elas estão diretamente envolvidas no metabolismo energético, sendo responsáveis pela produção de energia celular e, portanto, podem auxiliar na redução da fadiga, fazendo com que a mãe se sinta mais disposta.

Diante de tantas transformações físicas e emocionais, é fundamental cuidar da saúde mental. Nos primeiros dias após o parto, a mãe pode passar por um período de instabilidade emocional passageira – conhecido como “baby blues” – e apresentar sentimentos como frieza, melancolia, choro frequente, sensibilidade emocional aumentada, irritabilidade e ansiedade.

A depressão pós-parto também pode ocorrer e afeta de 10 a 20% das mulheres, caracterizando-se por alterações de humor, distúrbios do sono e do apetite, fadiga, redução da concentração, sentimento de culpa e uma dificuldade na realização das atividades diárias, que comprometem a capacidade da mulher de desempenhar seu papel materno de forma adequada, podendo causar até mesmo prejuízos no desenvolvimento infantil. Essa condição é bastante complexa, mas já se sabe que flutuações hormonais e o estresse da adaptação a nova rotina podem contribuir para seu desenvolvimento, assim como que determinados nutrientes desempenham um papel fundamental na prevenção e até mesmo na redução dos sintomas depressivos.

Nesse sentido, além do complexo B e do magnésio já citados acima, uma das suplementações mais utilizadas é a de DHA – ou ácido docosahexaenoico, um dos ácidos graxos presentes no ômega 3 – pode ajudar a regular os níveis cerebrais de neurotransmissores relacionados ao humor (como a serotonina) e, assim, prevenir e reduzir os sintomas de depressão pós-parto.

Acho que ficou bem claro que a necessidade de nutrientes aumenta significativamente no corpo da mulher durante a gestação, o puerpério e a amamentação, influenciando tanto o desenvolvimento do bebê quanto a saúde da mãe.

Embora manter uma dieta equilibrada durante todas as fases da maternidade seja extremamente importante, nem sempre é possível garantir a obtenção de todos os nutrientes através do consumo de alimentos, já que náuseas e aversões alimentares são sintomas bastantes comuns durante a gestação, e podem afetar o aporte nutricional necessário para a saúde da mãe e o desenvolvimento adequado do bebê- aliás homeopatia vem muito bem nesse caso, mas isso é assunto para outro texto.

Nesse sentido, a suplementação desempenha um papel importante na maternidade, auxiliando nas demandas nutricionais da mãe e do bebê, mas jamais deixe de consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplementação, para garantir que ela seja conduzida de forma segura e adequada às suas necessidades, pois como sempre digo: Cada organismo é um universo particular.